Improvisopublicado em 21 de maio

Sim, e…

O princípio fundamental do improviso: aceitar a proposta do outro e expandir. Histórias coletivas surgem do simples encadeamento de aceites.

MF
Mateus Frena
Pessoas4–12
AmbienteQualquer espaço
Duração15 min
tagsaceitehistória coletivaimprovisocriatividadecomunicaçãoescuta
resumo · 30 segundos

Em roda, o grupo cria uma história coletiva. Cada pessoa adiciona uma frase começando com 'Sim, e…', aceitando o que veio antes e somando algo novo. A história evolui sem roteiro, guiada apenas pelo aceite mútuo.


Como preparar

Nenhum preparo de espaço é necessário. O que importa é preparar o grupo mentalmente: explicar a diferença entre 'Sim, mas…' (que cancela) e 'Sim, e…' (que soma). Uma rodada de demonstração com o próprio facilitador ajuda muito.

Fig. 01 — Brincadeira documentada pela comunidade Brincaderia.

Passo a passo

  1. Aquecimento de aceite. Antes da brincadeira principal, faça uma rodada de 'Sim' simples: você lança uma afirmação absurda ('Hoje o sol nasceu verde') e cada pessoa aceita como verdade e acrescenta um detalhe. Isso aquece o músculo do aceite.
  2. Regra central. Explique: toda vez que for sua vez, você começa com 'Sim, e…' e continua a história. Não se pode negar, contradizer ou ignorar o que veio antes.
  3. Início da história. A facilitadora abre com a primeira frase ('Era uma vez uma cidade em que ninguém dormia…'). A pessoa à direita continua com 'Sim, e…'.
  4. Aceleração. Depois de uma ou duas voltas, aumente o ritmo: cada frase deve ser curta (menos de 10 palavras). A velocidade impede o cérebro de filtrar — o que sai é genuíno.
  5. Encerramento natural. A história termina quando o grupo sentir que chegou a algum lugar — ou quando você disser 'penúltima rodada'. Alguém tenta criar um desfecho, e a última pessoa fecha.

Variações conhecidas

Sim, mas…

Uma rodada com 'Sim, mas…' — onde cada frase cancela a anterior. Serve para contrastar com a experiência do aceite e mostrar como o bloqueio afeta a criação coletiva.

Uma palavra por vez.

A história é criada com cada pessoa dizendo apenas uma palavra. O desafio é criar sentido coletivo sem controle individual.

Cuidados de facilitação

  • Sem julgamento de qualidade. O objetivo não é criar uma boa história — é praticar o aceite. Histórias absurdas ou sem sentido são totalmente válidas.
  • Cuidado com o 'Sim, e…' falso. Algumas pessoas dizem 'Sim, e…' mas na prática ignoram o que veio antes. Gentilmente chame atenção para isso — é o ponto de aprendizado mais rico.
— quem trouxe essa brincadeira pro acervo
MF
Mateus Frena

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